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Intimidade Cor de Rosa

Intimidade Cor de Rosa

Dom | 27.11.16

Domingo Musical!

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.

Samuel Howe

   De todos os tópicos, possíveis e imagináveis, acerca dos quais eu posso escrever, a música é, sem dúvida, o meu favorito. É algo que liga todas as pessoas e que é capaz de quebrar barreiras. Com ela, podemos sentir qualquer tipo de emoções.

   Hoje lembrei-me de recordar, aqui, alguns músicos e compositores que já morreram. Na minha opinião, foram grandes artistas e que, independentemente do tipo de vida que levavam, deixaram grande saudade e um grande trabalho. Aproveitem esta publicação para recordar ou, se for caso disso, para ficarem a conhecer grandes nomes da música portuguesa e internacional.

 

Carlos Paião

   Esta deve ser a música mais conhecida do Carlos Paião, certo? Todos já a ouviram em algum momento, de certeza.

   Este senhor nasceu em Coimbra, decorria o ano de 1957.

   Participou em 1980 no Festival RTP da Canção, mas não conseguiu ser apurado. Um ano depois voltou com PlayBack (outra bastante conhecida) e ganhou, passando à frente das Doce e do José Cid. Tem várias canções conhecidas como Cinderela, PlayBack ou Pó de Arroz.

   Uma curiosidade: Carlos Paião formou-se em medicina pela universidade de Lisboa, mas acabou por se dedicar em exclusivo à música.

   Morreu em 1988 num acidente de automóvel, quando ia para um concerto.

 

Zeca Afonso

   José Afonso, também conhecido por Zeca Afonso, nasceu em 1929.

   Aos três anos foi para Angola e a sua ligação com a natureza fez com que ele criasse uma grande ligação ao continente Africano.

  Andou no Liceu Nacional D. João III e na Faculdade de Letras de Coimbra. Pertenceu ao Orfeão Académico de Coimbra e à Tuna Académica dessa Universidade.

   As suas canções mais conhecidas são Grândola Vila Morena, Venham Mais Cinco, Os Vampiros "Eles Comem Tudo" ou Canção de Embalar.

   Morreu em 1987, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

 

António Variações

   Este senhor nasceu no ano de 1944. Filho de camponeses, teve a sua infância dividida entre os estudos e trabalhos no campo para ajudar os pais.

   O início da sua carreira no mundo da música foi com o grupo Variações, com o qual começou a atrair atenções quer pelo seu visual quer pelo seu estilo musical que combinava vários géneros.

   Como temas mais conhecidos há Estou Além, É P'ra Amanhã ou O Corpo É Que Paga.

   Morreu em 1984, vítima de uma broncopneumonia.

 

Amália Rodrigues

   Amália é, talvez, a maior fadista que Portugal teve. Nasceu em 1920 e foi fadista e atriz.

   Estreou-se no teatro de revista em 1940, com a peça Ora Vai Tu. Apareceu em vários programas de televisão estrangeiros, tornando-se mundialmente conhecida como a Rainha do Fado. Quando aparecia nos programas, não só cantava fado como também outras canções de musical tradicional portuguesa, canções contemporâneas ou de origem estrangeira.

   As suas canções mais conhecidas são Gaivota, Primavera ou Foi Deus. 

   Morreu em 1999, de forma repentina.

 

Michael Jackson

   Michael Jackson, o rei da pop, foi cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantropo, pacifista e ativista americano. Com 11 anos, tornou-se cantor profissional ao participar como vocalista na banda Jackson 5, composta por ele e mais 4 irmãos. Nos anos 80, tornou-se uma figura dominante da música pop e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. 

   Como filantropo e humanista, Michael Jackson doou milhões de dólares ao longo da sua carreira a causas beneficentes.

   As suas canções mais conhecidas são Bad, Black or White ou Thriller.

   Morreu em 2009, vítima de paragem cardíaca.

 

Prince

   Prince foi um cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e dançarino norte-americano. Lançou mais de 35 discos e a sua música mistura diversos géneros como o funk, R&B, soul, jazz, rock, pop e hip hop. No seu primeiro disco, Prince tocou todos os instrumentos, bem como compôs a maioria das letras e produziu. 

   As suas canções mais conhecidas são Purple Rain, Kiss ou Let's Go Crazy.

   Morreu em 2016, com uma acidental overdose.

 

Amy Winehouse

   Amy Winehouse foi uma cantora e compositora britânica. Ficou conhecida pela sua voz e pela sua mistura eclética de géneros musicais como soul, jazz, R&B e ritmos como o ska. Iniciou-se numa carreira artística na adolescência e cedo despertou o interesse de representantes de companhias discográficas.

   As suas canções mais conhecidas são Rehab, Back to Black ou Valerie.

   Morreu em 2011, após ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

 

Freddie Mercury

   Para fechar a lista, não me poderia esquecer do grande Freddie Mercury.

   Freddie Mercury nasceu em 1946 e foi um cantor, pianista e compositor britânico. Ficou mundialmente famoso por fundar e ser vocalista da banda britância Queen. Tornou-se conhecido pela sua potente voz e pelas suas performances energéticas, que sempre envolviam a plateia. 

   As suas mais conhecidas canções são Somebody to Love, We Are The Champions ou Bohemian Rhapsody.

   Morreu em 1991,  vítima de broncopneumonia.

 

   Estes 8 artistas foram grandes no seu tempo e continuam a se-lo. Foram artistas que, independentemente da vida que levavam ou dos vícios que tinham, criaram grandes obras e tornaram-se ídolos para muita gente. 

   O grupo de grandes artistas não é somente formado por estes 8 cantores. Por todo o mundo houveram muitos como eles, mas para encurtar esta publicação, não puderam fazer parte desta lista.

   Um bom domingo a todos!

 

Fonte: Wikipedia

Dom | 20.11.16

3 Formas Diferentes de Cozinhar Peixe

   Hoje, trago uma publicação um pouco fora do habitual. Partilho convosco 3 das minhas receitas favoritas que andam pelo mundo da Internet.

   Nunca me interessei muito pelo mundo culinário, porque também nunca tive a necessidade de cozinhar. Há um ano, com a minha entrada no mundo académico, tive de começar a arregaçar as mangas. Para quem não sabe, no ano passado eu vivia com a minha irmã e ela cozinhava, na maior parte das vezes. Este ano estou sozinha e está tudo por minha conta e até nem me tenho saído muito mal.

   Também há um ano, fiz um desafio aqui, no Intimidade Cor de Rosa, que consistia em partilhar 30 receitas em 30 dias. Podem ver todas as receitas da época, na tag Cozinha.

 

   Peixinho no Forno

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   Para esta receita, precisam de filetes de peixe a gosto, 5 dentes de alho, azeite, 1 folha de louro, colorau (pimentão vermelho) a gosto, sal e pimenta, salsa picada e folha de alumínio.

   Começam por forrar um tabuleiro com a filha de alumínio. Espalham-se por ele um fio de azeite, 3 dentes de alho partidos e 1 folha de louro partida em 4. Por cima colocam-se os filetes, temperados. Põe-se mais um fio de azeite, um pouco de colorau e salsa picada. Cobre-se o tabuleiro com uma folha de alumínio e leva-se ao forno moderado para assar cerca de 15 minutos. Tira-se a folha e põe-se o tabuleiro no topo do forno por 5 minutos para alourar.

   Enquanto os filetes cozinham, cozem-se as batatas com a pele. Depois escorrem-se e dá-se a cada uma um pequeno murro, para que se abram. Fritam-se um pouco os alhos picados com colorau, em azeite, para temperar as batatas e tempera-se com sal e pimenta.

 

   Bolonhesa de Atum e Legumes

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   Para este prato são precisos esparguete, 2 latas de atum, cenouras, beringelas, cogumelos, tomate, manjericão, cebolinho, cebola, ervilhas, alho, sal, pimenta, azeite, cravinho e água.

   Começa-se por fazer um caldo, cozendo em água casca de cebola e de cenoura, manjericão e cravinho. Retiram-se estes ingredientes e põe-se a massa a cozer com sal. Ao mesmo tempo, salteia-se a cebola no azeite. Juntam-se a beringela e o tomate em cubos e a cenoura ralada. Quando estiver quase apurado, juntam-se os cogumelos, o atum escorrido e as ervilhas e tempera-se com pimenta. Escorre-se a esparguete e junta-se tudo.

 

   Penne com Ervilhas, Pescada e Hortelã

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   Os ingredientes são filetes de linguado, limão, cogumelos frescos, azeite, alho, pimenta, cebola, vinho branco e salsa.

   Começa-se por temperar os filetes com o sumo de limão. Cortam-se os cogumelos, deitam-se numa frigideira com um pouco de azeite, alhos e pimenta. Leva-se ao lume e deixam-se cozinhar até que toda a água evapore e os cogumelos fiquem dourados. Numa outra frigideira pica-se uma cebola, junta-se azeite e cozinha-se até a cebola ficar transparente. Junta-se o vinho e pimenta. Espalham-se os cogumelos pelos filetes, enrolam-se e colocam-se num prato/tabuleiro para ir ao forno. Cobrem-se com a mistura da cebola e leva-se ao forno por 15 minutos. Retiram-se do forno, polvilha-se com salsa e acompanham-se com legumes salteados.

 

   Todas estas receitas têm ótimo aspeto e dá vontade de comer. Das três, a única que já fiz foi a bolonhesa e soube-me lindamente. As outras duas nunca experimentei, mas estão na lista à espera pela sua vez. 

   Bom domingo e boas refeições!

 

   Nota: Podem ver todas as receitas originais, clicando em cima de cada imagem.

 

Dom | 13.11.16

O que ando a ler: A Morgadinha dos Canaviais

   Desde julho que não partilho por aqui as minhas leituras. Isso não significa que não ande a ler, antes não me tenho lembrado de tal. 

   Já partilhei vários livros, alguns deles com temas variados. A minha última partilha foi "O Mistério da Estrada de Sintra", de Eça de Queirós e de Ramalho Ortigão. Não gostei muito do livro, sinceramente. Não sei se pelo facto de a história estar contada através de cartas, escritas por diversas personagens, não sei se foi a própria história que não me cativou, mas a verdade é que não lhe achei grande graça.

   Atualmente, estou a ler "A Morgadinha dos Canaviais", obra de Júlio Dinis. Para quem não conhece, fica aqui um pequeno resumo:

   Romance de Júlio Dinis publicado em 1868. A ação inicia-se com Henrique de Souselas, órfão rico residente em Lisboa, que se encontra doente devido à vida urbana. Resolve, por essa razão, repousar numa aldeia minhota em casa de sua tia Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a elegante, inteligente e enérgica morgadinha, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é correspondido e torna-se incómodo para Augusto, um professor primário pobre e honesto. Um revés faz com que Henrique conheça Cristina, uma rapariga pura e inocente, por quem se apaixona. Desposa-a, deixando assim o caminho livre a Augusto, que se casa com Madalena.
   Na figura do protagonista, Henrique de Souselas, a obra ilustra uma das teses favoritas do autor: o efeito regenerador da vida rústica sobre um organismo moralmente deprimido pela vida urbana. Madalena, a Morgadinha, e a sua prima Cristina alargam a galeria dinisina de mulheres fortes, femininas e virtuosas, dispostas a contornar as barreiras sociais por amor, como acontece com Madalena em relação a Augusto. Está também presente, neste terceiro romance de Júlio Dinis, uma forte componente de crítica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hipócrita.

Qua | 09.11.16

Donald Trampa ganhou...

   Esta é, segundo a rádio comercial, a expressão do dia. E não é difícil perceber o porquê. A sério, EUA, que elegeram o Donal Trump para presidente?! A sério que querem ser governados por alguém que não respeita a diferença, seja ela a raça, a orientação sexual ou o sexo?! A sério que querem na Casa Branca alguém que não sabe o que é ter uma dificuldade, porque desde sempre que teve dinheiro; alguém que está na política só porque sim, para se divertir um bocado; alguém nojento que cria a desordem e que tornará os Estados (Des)Unidos?! Enfim, é triste...

Dom | 06.11.16

Os Padres e o Celibato

   Num destes dias, já não sei a que propósito, em conversa com umas determinadas pessoas, começámos a falar sobre padres.

   Houve uma altura, há muito tempo, em que os padres não estavam impedidos de casar. Eram homens normais, como qualquer outro, com a possibilidade de constituir família. O problema era a igreja católica. Ela pregava a palavra de Deus, a palavra de amor, paz, partilha, etc, mas não a punha em prática. Quando alguém morre é distribuída a herança, mas a igreja não queria que certos bens e determinadas terras, que estavam nas suas posses, passassem para as famílias. 

   Em pleno século 21, penso que essa ideia já não se justifica. Eu compreendo que a ideia, hoje, é que eles se entreguem totalmente a Cristo, visto que Ele também não se casou. Mas sendo eles homens comuns, também têm as suas necessidades. E todos sabemos que, alguns, não se entregam tanto a Cristo como era suposto. Sempre assim foi e sempre assim será. O celibato deveria ser opcional, dando a cada homem a liberdade para fazer as suas escolhas.

   Em 2014, numa notícia que podem ler aqui, falava-se em cerca de 450 homens que deixaram o sacerdócio para desistirem do celibato. Acredito que a tendência seja para que esse numero aumente e que diminua o número de jovens nos seminários. 

   Este tema, o celibato dos padres, já é bastante antigo e já tem dado muito que falar. Acredito que, mais cedo ou mais tarde, esta condição já não seja obrigatória. Ser casado ou solteiro não faz de ninguém mais ou menos santo e, num mundo em constante mudança, a igreja não pode fazer de conta que está dentro de uma redoma de vidro e que nada a atinge. Tem de saber ser capaz de acompanhar as mudanças e de perceber que certas normas criadas à séculos começam a deixar de fazer sentido.